Comunicado de imprensa

Embargado atè o 12 de Abril 01:00 GMT 

Encontro com o Coletivo para a Renovação da África (CORA),  o Coletivo Pan-Africano que procura restabelecer a liberdade intelectual em África

  • Somos o Coletivo pela Renovação Africana (CORA). Um coletivo intelectual pan-africano de mais de 100 escritores, cientistas sociais, historiadores, médicos e artistas de toda a África e da diáspora. 
  • O CORA celebrará o seu lançamento com uma série de seis conversas [conferências] de 12 a 17 de abril, que irão abordar o papel e as responsabilidades dos intelectuais africanos nas áreas políticas, sociais, culturais e de política econômica.

Dakar, 12 Abril 2021 – Hoje, um coletivo intelectual pan-africano de mais de 100 escritores, cientistas sociais, historiadores, médicos e artistas de toda a África e da diáspora anuncia o lançamento do Coletivo pela Renovação Africana (CORA) atravès de uma série de seis conferências de 12 a 17 de abril que terá início as 15:00 GMT todos os dias. O CORA é um coletivo intelectual pan-africano global que refleta a grande diversidade regional e linguistíca do continente e a sua diáspora. 

A série de seis conferências que será organizada para celebrar o lançamento do CORA contará com uma lista de palestrantes africanos que irão abordar o papel e as responsabilidades dos intelectuais africanos nas áreas políticas, sociais, culturais e econômicas. Os palestrantes incluem: novelista, jornalista e argumentista senegalês, Boubacar Boris Diop; Cientista da biodiversidade e 6º presidente da Maurícia, Ameenah Gurib-Fakim; ex Primeira-Dama da República do Mali, historiadora e escritora, Adama Ba Konaré; Escritor e acadêmico queniano, Ngugi Wa Thiong’o; Autor e acadêmico da Tanzânia, Issa Shivji, professor de ciência política, Scarlett Cornelissen; Presidente do Instituto Global para a Prosperidade Sustentável, Fadhel Kaboub; Professor emérito no Centro de Estudos Africana Theophile Obenga; Autor da Farmacopeia Africana, Raphael Eklu Natey; e muitos outros.

Os temas seguintes serão abordados: O Papel e Responsabilidade dos Intelectuais Africanos, a África na (Des) ordem Global, o Pan-africanismo; Repensar o desenvolvimento econômico africano através e além de Covid-19, o Papel das línguas africanas na transformação social e Como explorar o potencial da ciência, tecnologia e conhecimento endógeno.

Para os membros do CORA, o desafio para a África é nem mais nem menos do que a restauração de sua liberdade intelectual e a capacidade de criar – sem as quais nenhuma soberania é possível. É romper com a externalização de nossas prerrogativas soberanas, reconectar com as configurações locais, romper com a imitação estéril, adaptar ciência, tecnologia e pesquisa africanas e importadas ao nosso contexto, criar instituições com base em nossas especificidades e os nossos recursos, adotar uma estrutura de governança inclusiva e desenvolvimento endógeno, criar valor na África a fim de reduzir nossa dependência sistêmica. Em resposta, o CORA promoverá uma cultura de solidariedade, de debates construtivos e participação ativa entre os intelectuais africanos, ao serviço das sociedades africanas. O Coletivo também atuará como sentinela perante situações prevalencentes no continente africano e nas suas instituições, com vista de apoiar um progresso significativo, disponibilizando ideias e conhecimentos especializados a favor das sociedades africanas.

« A maioria dos estados da África tornaram independentes de maneira formal há mais de sessenta anos, sem nenhuma  soberania real sobre as estruturas econômicas, o uso de seus recursos, os termos de troca na economia global e a possibilidade, portanto, de fornecer condições de vida decentes às suas sociedades. A África só poderá recuperar a iniciativa política quando os seus recursos materiais, intelectuais e culturais deixarão de ser dilapidados para apoiar o desenvolvimento de outros, mas sim investidos na construção de sociedades igualitárias, saudáveis e dignas. Por isso, exortamos pela uma segunda independência ”, disse a Dra. Amy Niang, membro fundadora do coletivo.

No ano passado, o colectivo publicou uma carta que exortava os líderes a considerar o desafio global da pandemia do coronavírus como uma oportunidade de iniciar « mudanças radicais ». Além da carta aberta, o CORA comprometeu-se de réunir recursos intelectuais no desenvolvimento de conhecimentos que impulsionam o progresso e autonomia. Uma autonomia construída na capacidade dos africanos de pensar por si próprios, de decidir o seu próprio modelo de desenvolvimento, de determinar as suas formas de governação e de estruturar os termos do envolvimento de África no sistema global.

O CORA tem o prazer de anunciar a sua parceria com a Coalizão para o Diálogo sobre a África (CoDA), a Open Society Initiative for West Africa (OSIWA), o Conselho Econômico, Social e Cultural (da União Africana) (ECOSOCC) e a Fundação Rosa Luxemburgo como parceiros institucionais da  série de conferências que celebram o lançamento do colectivo.

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SOBRE CORA

Somos o Coletivo pela Renovação Africana (CORA). Um coletivo intelectual pan-africano de mais de 100 escritores, cientistas sociais, historiadores, médicos e artistas de toda a África e da diáspora. Estamos comprometidos à promover o conhecimento africano e as ideias inovadoras através da produção de investigação de qualidade, e promover mudanças positivas nas nações africanas e a serviço das sociedades africanas. O Nosso movimento reflete a grande diversidade regional e linguística do continente.

Informações para a imprensa devem ser dirigidas a : 

Stephanie De Lima
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Website: www.corafrika.org 


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